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Qualidade da Água - Rio Leça
 

Monitorização da Qualidade da Água


A qualidade da água das bacias hidrográficas é expressa através de parâmetros físicos, químicos e biológicos, e é normalmente associada ao uso, refletindo as caraterísticas naturais da bacia (geologia, solos, cobertura) e actividades humanas nela desenvolvidas (agricultura, indústria, urbanização).

Na sua interpretação devem ser levados em consideração factores importantes:
A qualidade das águas muda ao longo do ano, em função de factores meteorológicos e da eventual sazonalidade de lançamentos poluidores e dos caudais.

Cada rio tem uma capacidade de autodepuração relacionada com diversos factores, como por exemplo o modo de escoamento (turbulento ou não), tudo depende das características próprias de cada curso de água.

A autodepuração é um mecanismo em que os microrganismos presentes na água promovem a degradação da matéria orgânica consumindo oxigénio dissolvido.

Quando um rio recebe esgotos, resíduos sólidos orgânicos (comida, animais mortos, etc.) os microrganismos começam um intenso trabalho de decomposição dessa matéria orgânica. Com isto vão consumindo o oxigénio disponível na água para poderem degradar essa matéria.

Assim, o oxigénio da água começa a diminuir, comprometendo o processo natural de autodepuração. O rio fica então sem oxigénio e com excesso de matéria orgânica, ficando a sua vida ameaçada.

Através da implementação de um plano de monitorização da qualidade da água do Rio Leça, tem vindo a ser recolhida diversa informação física, química e biológica referente ao rio Leça no troço localizado no concelho de Valongo, nomeadamente dados relativos a parâmetros físicos, químicos, biológicos e microbiológicos.

 

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