O RIO LEÇA |
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Bacia Hidrográfica do Rio Leça
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A Bacia do Rio Leça, apesar das reduzidas dimensões que possui (180 Km²), apresenta características muito diversas que a distingue em vários aspectos de outras bacias da região norte, nomeadamente no que diz respeito ao tipo de ocupação do solo e aos aspectos sócio-económicos.
De facto, nesta bacia as elevadas densidades, simultaneamente industriais e urbanas, que se verificam a jusante e a sul da bacia, e por consequência os elevadíssimos níveis de poluição que se observam nos cursos de água, contrastam com as áreas pouco povoadas, agrícolas e florestadas de montante e a norte.
Esta situação deve-se em grande parte à sua localização geográfica, numa área contígua à cidade do Porto, com os concelhos de Matosinhos e da Maia já integrados em grande parte na Área Metropolitana desta cidade.
Um outro facto também muito importante é a existência do Porto comercial de Leixões que conferiu à zona envolvente do estuário um desenvolvimento característico.
Apesar de tudo, a bacia do Leça apresenta ainda, mesmo na sua parte terminal, uma grande beleza paisagística e todo um património cultural que é preciso proteger e recuperar, nomeadamente os inúmeros açudes, moinhos, pontes antigas e românicas, prados e matas.
A zona de cabeceira da sua bacia é muito estreita e pouco extensa, alargando depois progressivamente, podendo dividir-se a bacia do Leça nos três troços que genericamente se descrevem:
a pequena área de cabeceira, de carácter eminentemente rural, com pequenos aglomerados rurais, onde a paisagem é ordenada e de grande qualidade; engloba as freguesias de Lamelas e Refojos de Riba de Ave.
a zona intermédia, mais larga e extensa que a anterior mas ainda relativamente estreita, que vai da Reguenga até cerca de S. Pedro Fins e Ermesinde. O primeiro terço deste troço, freguesia da Agrela, também é rural e apresenta boa qualidade paisagística. A restante área do troço começa, a partir daqui, a adquirir um carácter periurbano e algo industrializado, pelo que à medida que caminhamos para jusante, a qualidade da paisagem vai sendo cada vez mais média e reduzida. Pertencem a este troço também as freguesias de Água Longa, Alfena, Folgosa e Coronado.
o troço jusante ou terminal da bacia, a mais extensa e vasta, que engloba todo o núcleo urbano e periurbano dos concelhos da Maia e Matosinhos, fortemente industrializada, incluindo ainda algumas freguesias do Porto. Citam-se deste troço as freguesias de Moreira da Maia, Milheirós, Águas Santas, S. Mamede de Infesta, Paranhos, Leça do Balio, Leça da Palmeira, Custóias e Stª Cruz do Bispo.
Bacia Hidrográfica do rio Leça
Fonte: A bacia hidrográfica do Rio Leça : estudo hidroclimatológico / Edite Velhas.
Revista da Faculdade de Letras: Geografia, série I, vol. 07, 1991, pag. 139
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Rio Leça
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O rio Leça tem a sua origem no Monte de S.ta Luzia, a cerca de 420 metros de altitude e corre na direcção geral Este-Oeste, percorrendo 48 km até à sua foz no Oceano Atlântico.
O rio Leça nasce acima do lugar de Redundo, relativamente próximo e a leste do Monte da Citânia, o qual se localiza entre os concelhos de Santo Tirso e Paços de Ferreira. Banha o que foram as antigas terras rústicas da Maia e do antigo concelho de Bouças, actual concelho de Matosinhos, tendo sofrido o seu troço jusante alterações profundas com a construção do porto de Leixões nos finais do séc.XIX.
Os relatos de inícios do século apresentam-no como um rio bucólico, calmo, pleno de azenhas e açudes, correndo por entre bouças, milheirais e humedecendo férteis várzeas.
Poema "CANTANDO O LEÇA" .
Fonte: Jornal O Primeiro de Janeiro - Edição de 25/05/07
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